é, o ato responsável e singular de um 'eu' que é marcado pela própria unicidade
de “um ato baseado no reconhecimento da singularidade do nosso dever ser”
(Bajtin, 1997:49).
Desde a perspectiva do
postupok
bakhtiniano, a oferta de uma educação
possibilitadora de emprego pode ser compreendida, em um primeiro olhar, como
um ato de responsabilidade do governo para com os seres historicamente reais e
singulares que vivem nessa condição. Para Bajtín (1997:48), esse ser existe no
mundo da vida, que circunscreve o teórico e o estético aos seus imperativos.
Nesse sentido, “não existe um 'dever ser' científico, estético, etc., como tampouco
existe um dever ser especificamente ético, no sentido de conjunto de
determinadas normas de conteúdo […]. O dever ser é uma categoria peculiar do
proceder enquanto ato responsável, é uma orientação da consciência”.
Uma hipótese a ser levantada, então, é que a oferta do Pronatec como uma
determinação de responsabilidade social do governo favoreça a ampliação da
consciência dos beneficiários.
No entanto, apesar da vinculação com o Bolsa Família no início da implementação
do Pronatec, o Programa foi sendo desconectado dessa intenção inicial, ganhou
metas e métricas próprias e, atualmente, a inclusão no Programa pode ser
pleiteada independentemente do solicitante ser ou não beneficiário do PBF,
bastando, para isso, o preenchimento da ficha de matrícula na página eletrônica
do Programa.
espanhol, grafo Mijail Bajtin. Ambas encontram-se na lista de referências
apresentada ao final do texto.